PMSE: há dinheiro para farra de Retae, mas colchões precisam ser doados por empresários.
09/05/2017 - 18h47 em Notícias

 

Há muito as instalações do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), em Itabaiana (SE), necessitam de melhorias, tendo em vista a deterioração do gesso, banheiros sem condições de uso, presença de ratos e até mesmo a insalubridade da área onde os policiais descansam, na qual os colchões mais pareciam trapos.

 Contudo, desde a chegada ao comando, o major PM Sidney tem intensificado a luta para assegurar os avanços essenciais, mas parece não ter sido ouvido pelos superiores na resolução dos problemas que já eram de conhecimento quando subcomandante do CPMI, necessitando que dirigentes e empresários ligados à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) na cidade se mobilizassem para que novos leitos fossem garantidos aos militares.

 Valem aqui algumas reflexões. Como esperar dos abnegados guerreiros o cumprimento da missão que pela responsabilidade já é árdua, se nem mesmo as condições básicas são asseguradas? E essa realidade, é específica da unidade militar serrana, ou as demais no estado sofrem, silenciosamente, com situação similar? A quem compete, no mínimo, minimizar esses percalços que só aumentam a cada mudança de gestão? O fato é que na ‘princesa da serra’, o recebimento de 26 colchões só se deu graças à iniciativa dos empreendedores locais que, em incentivo e gratidão aos verdadeiros oficiais (sem patente) da corporação, aqueles que não se escondem atrás do birô e estão nas ruas no dia a dia, fizeram a doação.

 Nesse momento chega a ser trágico, ao tempo em que cômico, relatar o donativo, tendo em vista o abuso no uso de verba para pagamento de horas extras com Retae’s, principalmente a quem recebe sem nem cumprir o serviço, quando se justifica haver crise para investir no básico do básico, mas que é influência direta quando se fala em segurança pública.

“Dizem que ela existe pra ajudar, dizem que ela existe pra proteger. Eu sei que ela pode te parar, eu sei que ela pode te prender”. Mas e quando ela está desprotegida, em que acreditar, a quem recorrer quando é crime falar, denunciar os desmandos de quem está no poder? Viva à liberdade de expressão aos que são realmente livres da mordaça!

 

Foto: reprodução

Reportagem: Iane Gois

 

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